Ninguém me mata melhor
Nada me mata mais que tu.
Apertas-me o coração. Torna-se difícil respirar a cada imagem tua que passa em slow motion nas paredes da sala. A casa está vazia, mas tu estás sempre comigo. Engano o coração todos os dias. Convenço-o que já não precisa mais de ti, que és passado do tempo contado que nos deram, que tudo o que é bom tem um fim.
Às vezes, troco a saudade por uma garrafa e companhia ao fim do dia. Não é que ele seja parecido contigo. Quem me dera que fosses tu. Ninguém me mata melhor do que tu.
Num mundo perfeito, provavelmente, estaríamos juntos. Hipoteticamente felizes. Talvez não até sermos velhinhos e nos esquecermos dos dias. Mas talvez até nos pudéssemos ter dado bem. Não todos os dias. Na maioria das noites, tenho a certeza. Entre o jantar e a sobremesa. Mas há coisas que só entendemos quando as deixamos partir. Uma das lições mais importantes que aprendi foi a amar-te. O pack todo. E a seguir foi a deixar-te partir. Não que fosse fácil entender. Foi preciso manchar umas quantas almofadas de rimel. Queimar uns quantos livros.
Ontem à noite mandei-te mensagem:
- "Tenho saudades tuas."
Respondeste que também tinhas saudades minhas, que ainda pensavas muito em mim. Não havia forma de negares. Mas não tinhas intenções de as matar comigo e, provavelmente, nunca mais ias voltar. E soube, instantaneamente, que estava viva. Porque depois de tanta bala, a única maneira de saber que estamos vivos, é ver alguém morrer.
E fui eu que morri.
- Camila.
Apertas-me o coração. Torna-se difícil respirar a cada imagem tua que passa em slow motion nas paredes da sala. A casa está vazia, mas tu estás sempre comigo. Engano o coração todos os dias. Convenço-o que já não precisa mais de ti, que és passado do tempo contado que nos deram, que tudo o que é bom tem um fim.
Às vezes, troco a saudade por uma garrafa e companhia ao fim do dia. Não é que ele seja parecido contigo. Quem me dera que fosses tu. Ninguém me mata melhor do que tu.
Num mundo perfeito, provavelmente, estaríamos juntos. Hipoteticamente felizes. Talvez não até sermos velhinhos e nos esquecermos dos dias. Mas talvez até nos pudéssemos ter dado bem. Não todos os dias. Na maioria das noites, tenho a certeza. Entre o jantar e a sobremesa. Mas há coisas que só entendemos quando as deixamos partir. Uma das lições mais importantes que aprendi foi a amar-te. O pack todo. E a seguir foi a deixar-te partir. Não que fosse fácil entender. Foi preciso manchar umas quantas almofadas de rimel. Queimar uns quantos livros.
Ontem à noite mandei-te mensagem:
- "Tenho saudades tuas."
Respondeste que também tinhas saudades minhas, que ainda pensavas muito em mim. Não havia forma de negares. Mas não tinhas intenções de as matar comigo e, provavelmente, nunca mais ias voltar. E soube, instantaneamente, que estava viva. Porque depois de tanta bala, a única maneira de saber que estamos vivos, é ver alguém morrer.
E fui eu que morri.
- Camila.
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